segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Dia da Exaltação da Santa Cruz.

Nos reunimos com todos os Santos, neste dia, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, morte e demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso :
"Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos " (I Cor 1,23)

Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus.

A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos Persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro Cristão, por isso neste dia, a Igreja nos convida a rezarmos :
" Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus. Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibravam, para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam. Árvore esplêndida bela de rubra púrpura ornada dos santos membros tocar digna só tu foste achada".


Santa Cruz...sede a nossa salvação!

Materia tirada de:

http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php?&dia=14&mes=9&ano=2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Como eu sei quando é amor?

Nunca se pode avaliar uma relação pela intensidade dos sentimentos, porque eles vão e vêm, sobem e baixam.

Sentir-se apaixonado é emocionante, mas nunca se deve confundir a emoção com o amor. Por exemplo, um rapaz pode ter sentimentos verdadeiros por uma garota, mas isso não garante que ele a ame. A verdadeira medida do amor é fazer o bem à pessoa amada. Claro, isso não é fácil. Por isso o amor verdadeiro é algo escasso, e isso o faz mais belo e valioso.

O contrário de amar é usar. Por exemplo, os rapazes frequentemente usam as garotas para sua satisfação física, e as garotas usam os rapazes para sua satisfação social ou emocional. Mas nunca estão satisfeitos. Tenho falado com milhares de alunas de colégio e de universidade e nunca encontrei uma garota sequer quer quisesse ter uma série de relações físicas. Mas encontrei, sim, um número incontável de mulheres que buscam o amor fazendo isso. Talvez estejam confundindo a atração física com o amor, ou buscam confirmar seu próprio valor, coisa que seus pais nunca lhes demonstraram. De qualquer maneira, essas garotas não encontraram o que buscavam.

Da mesma maneira, encontrei-me com “sedutores” que dizem que desejam saber como é amar a uma mulher em vez de usá-la ou de fazer-lhe mal. Não era sua intenção ferir as garotas, mas ninguém lhes ensinou como tratar as mulheres com reverência. Insatisfeitos com uma vida de “ficas” e sexo casual, no longo prazo se deram conta de que o conquistar uma mulher sexualmente era perder a razão pela qual são homens. Unicamente na entrega de si mesmos em um amor autêntico podiam se encontrar.

Se você vive uma vida sexual ativa e está tratando de descobrir se realmente é amor, faça a prova do amor. Retire a parte sexual de sua relação e viva a virtude da castidade. Quando passa a paixão sexual, se pode ver se havia amor desde o princípio, se lhe amam como pessoa. Não tenha medo de fazer isso, porque somente quando o amor é colocado à prova é que se pode ver seu verdadeiro valor. (1)
Por Jason Evert

(1)Karol Wojtila, Amor e Responsabilidade (San Francisco, Ignatius Press, 1993), p. 134.

Trecho do livro “Amor Puro”, de Jason Evert. San Diego: Catholic Answers, 2007

Desejo ou Prazer?

Tornar-se pessoa é estabelecer o equilíbrio entre dois pilares: disposição de si e disponibilidade para o outro. Uma pessoa estabelecida nesta harmoniosa construção tem mais facilidade de lidar com sua vida afetiva, com seus conflitos e com suas conquistas.

Sempre que falamos da vida afetiva, de alguma forma, esbarramos em dois conceitos fundamentais: desejo e prazer. Esses dois conceitos fazem parte da vida humana e, o tempo todo, estão perpassando nossas condutas, escolhas e atitudes. Somos movidos pelos desejos e pelo prazeres.

Fundamentado como pessoa, torna-se mais fácil viver a dinâmica do prazer sem dele tornar-se escravo e, ao mesmo tempo, saber descobrir o desejo com elemento vital que traz duração às relações humanas estabelecidas.

Esta reflexão é importante uma vez que um dos grandes limites encontrados nas pessoas é a busca desenfreada do prazer, seguido pelo desconhecimento da força que há no desejo.

Quanto maior a fragilidade de uma pessoa, maior é a facilidade que ela terá de entregar-se ao mundo do prazer, que naturalmente nega qualquer forma de sacrifício. Incapacitada de viver os limites próprios de qualquer processo de escolha e os sofrimentos que dele provêm, a pessoa passa a interpretar a vida de maneira ingênua e simplista. Já na expectativa do desejo, a vida é mais real. Há sempre o espaço para o sacrifício, a luta, o desafio.

Por isso, faremos agora uma distinção que é de suma importância neste momento de nossa reflexão: desejo e prazer.

Há uma diferença fundamental a ser observada. Desejo não é o mesmo que prazer. Quando não diferenciamos essas duas realidades, incorremos no erro de estabelecer relações objetais, isto é, tratar o outro como um objeto do nosso prazer. A busca pelo prazer pode nos cegar para a dignidade do outro e conseqüentemente acorrentá-lo nos cativeiros de nosso egoismo.

Quando vivemos na esfera do desejo, isso se torna muito diferente, pois o desejo é bem mais profundo que o prazer. O desejo parece atuar em nossas motivações mais consistentes, e, assim naturalmente tendemos a descobrir sacrifícios e as limitações como processo natural para o crescimento que necessitamos.

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